CET na prática: como calcular, comparar empréstimos e evitar armadilhas em 2026

Como calcular CET e comparar empréstimos: análise prática do Custo Efetivo Total em propostas de crédito.

Como calcular CET é a habilidade mais importante para comparar propostas de crédito com justiça, porque o CET (Custo Efetivo Total) reúne, em um único indicador, juros e custos adicionais do contrato. Assim, em vez de analisar apenas a taxa nominal, você passa a entender o custo real da operação. Além disso, ao comparar pelo CET, você reduz significativamente o risco de surpresas, como tarifas e seguros embutidos. Portanto, neste guia completo, você verá exemplos práticos, checklist e respostas objetivas para contratar com mais segurança em 2026.

Resposta direta (para entender em 1 minuto)

O CET (Custo Efetivo Total) é um percentual que representa o custo real de um empréstimo, porque considera não só os juros, mas também outros custos cobrados no contrato. Portanto, para comparar duas propostas, o caminho mais seguro é comparar CET com CET em condições equivalentes (mesmo valor e mesmo prazo).

Resumo executivo: CET é o custo total do crédito em percentual. Ele inclui juros e encargos (como tarifas e seguros, quando houver). Assim, comparar propostas pelo CET evita decisões baseadas apenas na taxa nominal.

O que é CET (Custo Efetivo Total)

O CET é um indicador que mostra, de forma padronizada, quanto o crédito custa de verdade. Enquanto a taxa de juros representa apenas o preço do dinheiro, o CET considera o contrato como um todo. Dessa forma, ele permite uma comparação mais justa entre propostas. Além disso, como reúne todos os encargos relevantes, ele reduz a chance de decisões baseadas em informações incompletas.

Para referência oficial, consulte:
Banco Central do Brasil.
Além disso, para orientações de consumo, veja também o
portal do consumidor (Gov.br).

O que entra no CET

Na prática, o CET pode incluir diferentes componentes, dependendo do produto e da instituição. Em geral, entretanto, os elementos mais comuns são juros, tarifas e seguros vinculados ao contrato. Além disso, podem existir impostos e outros encargos operacionais. Portanto, antes de comparar propostas, verifique detalhadamente quais itens foram considerados no cálculo. Caso contrário, você pode interpretar o custo de forma equivocada.

  • Juros do empréstimo
  • Tarifas relacionadas à operação (quando aplicáveis)
  • Seguros vinculados ao contrato (se forem cobrados)
  • Impostos/encargos incidentes, quando houver
  • Outros custos necessários para contratação, se estiverem no contrato

Por outro lado, um detalhe importante: algumas cobranças podem ser opcionais ou podem variar conforme canal de contratação. Por isso, sempre peça o CET daquela proposta específica e confira no documento.

Componentes do CET: juros, tarifas e seguros no Custo Efetivo Total do empréstimo
O CET consolida custos do contrato para facilitar comparação entre propostas.

CET × taxa de juros: qual é a diferença?

Embora muitas pessoas confundam os dois conceitos, eles não são iguais. A taxa de juros indica apenas o percentual aplicado sobre o valor emprestado. Já o CET, por outro lado, representa o custo total do contrato. Assim, duas propostas com a mesma taxa podem apresentar CETs diferentes. Consequentemente, comparar apenas a taxa nominal pode levar a uma decisão menos vantajosa.

Item Taxa de juros CET
O que mede Somente juros Juros + custos do contrato
Serve para comparar? Nem sempre Sim, é o mais confiável
Risco de “pegadinha” Maior Menor (quando bem informado)

Em síntese: Compare sempre pelo CET, porque ele reflete o custo real. A taxa nominal sozinha pode esconder custos adicionais.

Como calcular CET (na prática)

Para entender como calcular CET na prática, primeiro reúna todos os dados da proposta. Em seguida, identifique o valor líquido recebido e o total de parcelas. Depois disso, considere eventuais tarifas e seguros cobrados no início ou ao longo do contrato. Dessa maneira, você terá uma visão completa do fluxo financeiro. Por fim, compare propostas equivalentes, pois somente assim a análise será justa.

1) Pegue os dados da proposta

Primeiro, anote:

  • Valor líquido recebido (quanto cai na sua conta)
  • Quantidade de parcelas e periodicidade (mensal, por exemplo)
  • Valor da parcela
  • Tarifas cobradas (se houver)
  • Seguro embutido (se houver)
  • Outros custos descritos no contrato

2) Entenda a lógica

Em termos simples, o CET busca responder: “qual taxa faz o valor presente das parcelas bater com o valor líquido recebido?” Ou seja, é uma taxa que iguala o que você recebe hoje com o que você paga ao longo do tempo, considerando custos adicionais.

3) Use comparações equivalentes

Depois, compare propostas em condições equivalentes. Por exemplo, compare ofertas com o mesmo valor solicitado e o mesmo prazo. Caso contrário, você pode tirar conclusões erradas.

Para comparar empréstimos, você pode usar o comparador da Oppens:
Comparador de empréstimos da Oppens

Exemplo numérico: comparando duas propostas (A × B)

Vamos comparar duas propostas hipotéticas com o mesmo valor e prazo. Assim, a comparação fica justa.

Proposta A

  • Valor solicitado: R$ 10.000
  • Valor líquido recebido: R$ 10.000
  • Prazo: 24 meses
  • Parcela mensal: R$ 560
  • Tarifas/seguros: R$ 0

Proposta B

  • Valor solicitado: R$ 10.000
  • Valor líquido recebido: R$ 9.500 (R$ 500 de tarifa/seguro embutido)
  • Prazo: 24 meses
  • Parcela mensal: R$ 545
  • Tarifas/seguros: R$ 500 (no início, descontado do valor liberado)

À primeira vista, a Proposta B pode parecer mais atrativa, já que apresenta parcela menor. No entanto, quando observamos o valor líquido recebido, percebemos que há desconto inicial. Portanto, embora a parcela seja menor, o custo proporcional pode ser maior. Consequentemente, o CET tende a refletir essa diferença. Assim, a análise correta exige observar não apenas a prestação mensal, mas também o valor efetivamente disponibilizado ao cliente.

Comparação Proposta A Proposta B
Valor líquido recebido R$ 10.000 R$ 9.500
Parcela R$ 560 R$ 545
Custo total pago (aprox.) R$ 13.440 R$ 13.080
Leitura correta Parcela maior, mas você recebe mais Parcela menor, porém você recebe menos

Resumo executivo: Se duas propostas têm parcelas parecidas, mas uma delas libera menos dinheiro por causa de tarifas/seguros, o CET dessa proposta tende a ser maior. Portanto, compare sempre valor líquido + CET.

Observação: valores acima são ilustrativos. O CET exato depende do fluxo completo (datas, valores e custos). Ainda assim, o raciocínio comparativo é o mesmo.

Armadilhas comuns ao comparar empréstimos

Muitas pessoas olham apenas a parcela mensal. Contudo, essa prática pode ser enganosa. Além disso, comparar propostas com prazos diferentes dificulta a análise correta. Por outro lado, quando você equaliza valor e prazo, a comparação se torna mais objetiva. Portanto, sempre verifique o CET e o valor líquido recebido antes de tomar qualquer decisão.

1) Olhar apenas a parcela

Parcela menor pode significar prazo maior ou custo embutido. Portanto, sempre confirme o CET e o custo total.

2) Comparar propostas com prazos diferentes

Quando o prazo muda, a parcela muda. Por isso, equalize valor e prazo antes de concluir qual é “mais barato”.

3) Ignorar o valor líquido recebido

Se há custos descontados no início, você recebe menos. Consequentemente, o custo real pode aumentar, mesmo com parcela menor.

4) Custos “opcionais” que viram obrigatórios

Se um seguro é realmente opcional, isso deve estar claro. Caso contrário, trate como parte do custo e compare pelo CET.

5) Não exigir documento da proposta

Sem documento, você não consegue conferir o CET e os itens do contrato. Assim, você perde controle da comparação.

Checklist antes de contratar (pronto para usar)

  1. Peça o CET da proposta e confira no documento.
  2. Compare propostas equivalentes (mesmo valor e mesmo prazo).
  3. Verifique o valor líquido que você vai receber.
  4. Liste todos os custos (tarifas, seguros e encargos, se houver).
  5. Simule impacto no orçamento mensal antes de assinar.
  6. Leia condições de atraso, renegociação e liquidação antecipada.
  7. Valide a instituição e desconfie de urgência e promessas irreais.

Além disso, se a proposta não ficar clara, pause. Em finanças, clareza vale mais do que pressa.

Perguntas frequentes (FAQ)

CET é a mesma coisa que taxa de juros?

Não. A taxa é apenas juros. Já o CET inclui juros e demais custos do contrato. Portanto, o CET é mais confiável para comparar propostas.

Como calcular CET se a instituição já informa o valor?

Use o CET informado como referência e confira se o documento detalha custos. Além disso, valide olhando o valor líquido recebido e o fluxo de parcelas. Se houver divergência, peça esclarecimento por escrito.

O CET sempre aparece no contrato?

Em geral, propostas e contratos trazem o CET. Ainda assim, se não estiver claro, solicite o demonstrativo completo antes de contratar.

Qual é a forma mais justa de comparar dois empréstimos?

Compare propostas equivalentes (mesmo valor e prazo) e use o CET como indicador principal. Depois, verifique o valor líquido e as condições do contrato.

Parcelas menores sempre significam crédito mais barato?

Não. Parcelas menores podem esconder prazo maior, custos iniciais ou seguros. Por isso, compare CET e valor líquido recebido.

Conclusão

Saber como calcular CET e, principalmente, como comparar propostas pelo CET é o que separa uma contratação consciente de uma contratação impulsiva. Em 2026, com tanta oferta de crédito, você ganha vantagem quando compara pelo custo real, verifica o valor líquido e checa o contrato com calma.

Próximo passo: use uma calculadora para simular o impacto das parcelas e, depois, compare as ofertas pelo CET antes de decidir.


Rolar para cima